O Meu Nome em Caligrafia Árabe 

Ciclos: 2.º Ciclo | 3.º Ciclo

Disciplinas: Português | História | Educação Visual | Cidadania e Desenvolvimento | TIC | Português Língua Não Materna (PLNM)

Duração: 60–90 minutos 

Painéis relacionados: 5

Co-autoria: Júlia Ribeiro


Objetivo

Dar a conhecer a escrita árabe e a caligrafia enquanto formas de expressão cultural e artística, permitindo que cada aluno descubra como o seu nome pode ser representado em árabe e explore visualmente as formas, linhas e possibilidades decorativas dessa escrita. A atividade culmina numa criação coletiva que valoriza a diversidade dos participantes e integra a escrita na exposição. 


Materiais

Folhas de papel ou cartolina; lápis de cera de várias cores; tinta preta (acrílica ou da china); pincéis; palitos de madeira; exemplos de caligrafia árabe; lista de palavras portuguesas de origem árabe; dicionários ou recursos digitais para pesquisa. 


Passo-a-passo

  1. O/a docente apresenta brevemente a escrita e a caligrafia árabe, explicando a sua direção e a sua dimensão artística. Pode focar a caligrafia árabe que se desenvolve no Andalus (estilos andalusi e maghribi) e as suas precendentes que vieram com as primeiras vagas orientais (estilos cúfico e nasqui). 

  2. Cada aluno descobre como o seu nome pode ser escrito em árabe, através de uma transliteração ou adaptação fonética quando não existe um equivalente direto.*

  3. Os alunos observam as letras e fazem alguns testes a lápis, explorando a sua forma e ligação. 

  4. Cada participante desenha o seu nome num cartão A5 ou A6 e acrescenta elementos decorativos inspirados na caligrafia e nos padrões da arte islâmica. 

  5. No cartão, acrescenta o nome em português e, se desejar, o seu significado ou origem. 

  6. Os cartões são reunidos e organizados num painel coletivo, criando uma composição visual com os nomes de todos os participantes. 

  7. Os participantes apresentam os seus trabalhos e partilham uma curiosidade sobre o seu nome ou sobre a experiência de o escrever numa nova forma. 

*Se houverem alunos fluentes em árabe, podem ajudar neste processo. Se vierem de regiões diferentes, pode-se aproveitar para uma discussão sobre o papel das culturas locais nos processos de adaptação e transliteração de nomes.  

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